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19 de abril de 2017

Projeto de mediação de conflito escolar é ampliado

Aconteceu hoje o lançamento da edição 2017 do Projeto de Mediação de Conflito Escolar – Inteligência Emocional do Mediador, desenvolvido em parceria com o Ministério Público do Ceará (MPCE) . Neste ano, alunos do Ensino Fundamental II de 17 escolas municipais contam com o Programa, que visa melhorar as relações interpessoais nas escolas por meio da inteligência emocional e valores como respeito e solidariedade. Além das autoridades municipais, estiveram presentes o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAOPIJ), Hugo Mendonça, e o pedagogo e especialista em gerenciamento de conflitos, George Marinho.

O prefeito Chico César ressaltou a importância das mediações nas escolas para as gerações futuras. “Todos os conflitos podem ser controlados através da educação, da formação e do conhecimento”. De acordo com o promotor Hugo Mendonça, o Projeto contribui para que a toda a população seja mais pacífica e harmônica.  “Não temos como fugir dos conflitos, mas podemos trabalhar a sociedade para que veja o conflito como algo natural, sem violência. Podemos ensinar que uma criança pode resolver um conflito através de um olhar tolerante.

Mediação de Conflito Escolar

O Projeto de Mediação de Conflito Escolar iniciou em 2014 em cinco escolas de Ensino Fundamental de Horizonte, envolvendo alunos, professores e gestores. Hoje, além dessas escolas, outras 12 instituições aderiram ao Programa, e três estão em fase de adesão. Cada escola conta com 40 alunos mediadores divididos por turnos. Junto aos professores, os estudantes participam de oficinas pedagógicas mensais, palestras, rodas de conversas, entrevistas no programa Rádio Escola e planejam “ações geradoras de paz” para implantar nas escolas.

Naara Rocha, 13 anos, é estudante do 9º ano e mediadora da Escola Municipal João Antônio da Silva. Ela atua no Projeto desde 2016 e diz que várias desavenças dentro das escolas são controladas pelos próprios mediadores. “Estamos sempre atentos ao que acontece na escola. Não vejo preconceito e bullyng, mas quando há conflitos tentamos conversar com os colegas, e às vezes conseguimos resolver sem a intervenção da diretoria.” Naara afirma que atuar diretamente no Projeto trouxe benefícios para ela. “Hoje estou mais calma. Aprendi a me controlar, até para dar exemplo aos colegas”.